Deu Liga!

Deu Liga! Depois de muitos desacertos – entre eles o legalzinho-mas-todo-mundo-esperava-mais Esquadrão Suicida e o horrível Superman vs. Batman – a Warner Bros conseguiu calibrar a mão com o bom Mulher Maravilha e, com isso, a tensão e ansiedade em torno de Liga da Justiça só crescia. Será que Wonder Woman era um ponto fora da curva e mais uma vez uma bomba chegaria às telas do cinema, ou teria finalmente a produtora encontrado o caminho das pedras? Aparentemente, a segunda opção, pois o filme, com o perdão do trocadilho, deu liga.



Com uma boa dose de aventura e frases engraçadinhas (em especial nos diálogos envolvendo Flash e Aquaman), este é o segundo filme da DC a cair nas graças dos fãs – tanto que a maior polêmica ficou em torno do bigode mal apagado de Henry Cavill/Superman. 

O roteiro é bem linear e cronologicamente inserido após os dois últimos filmes DC, ou seja, Super-Homem está morto e Batman e Mulher Maravilha já estão em contato (quem viu o filme da heroína irá se lembrar que foi Bruce Wayne quem mandou a ela a foto com Steve Trevor que dá início às lembranças de Diana). 


Pois bem, o tempo passou e a aventura começa com Batman (Ben Affleck) enfrentando uma estranha criatura, parecida com um inseto demoníaco, sobre os arranha-céus de Gotham City e logo depois uma bela sequência na qual a Mulher Maravilha (a carismática Gal Gadot) salva inocentes em um atentado ao Museu. 


Pouco depois, uma estranha criatura conhecida como Lobo da Estepe ataca as Amazonas e recupera um artefato que há séculos é guardado por elas – em paralelo, Bruce Wayne está atrás de outro artefato idêntico e tem seu primeiro encontro com Aquaman.

Por sinal, primeiro parêntese: temperamental e beberrão, o Aquaman de Jason Momoa ficou muito bom (a cena em que ele se senta sobre o laço da Mulher Maravilha e começa a falar a verdade é uma das mais engraçadas do filme) e tem potencial para, quem sabe, alçar o herói a um posto um pouco mais nobre no panteão da DC. 


Batman e Mulher Maravilha acabam de se encontrando e trocam informações, descobrindo que há três artefatos, chamados de caixas maternas, e que há centenas de anos eles foram salvaguardados pelas três raças que se uniram para salvar o planeta do tal Lobo (a saber: humanos, amazonas e atlantes). Para salvar o mundo desta vez, pontua Batman, será necessário unir um time de habilidades únicas e super-humanas.

Wayne e Diana então vão atrás de, respectivamente, Flash e Ciborgue. Enquanto o primeiro rende boas piadas – e a boa nova pra quem queria o ator Grant Gustin (do seriado The Flash) na pele do Ligeirinho é que Ezra Miller segurou bem a onda – e do Ciborgue, que neste filme é bem mais forte e cheio de possibilidades e “poderes” do que nos quadrinhos, até porque aqui ele também tem relação com a caixa materna.


Parênteses dois, já atrasado: quem lê quadrinhos nesta altura, não só por causa das caixas como também porque os tais insetões são chamados de parademônios, já sacou que assim como a Marvel vai unir todos os seus heróis contra Thanos em Vingadores: Guerra Infinita, a Warner começa a pavimentar um megafilme dos heróis DC contra Darkseid.
Enfim, a partir o diretor Zack Snyder segue a fórmula segue: os heróis têm alguns encontros e desencontros, se desentendem um pouco entre si, ressuscitam o Superman (ora, vamos, se você não sabia desse spoiler é porque não leu NADA a respeito do filme), se desentendem um pouco mais entre si e finalmente vão à luta contra o terrível vilão. Tudo isso, claro, em meio a muita ação, diálogos, cenas inesperadas – Batman tomando um uísque com a Mulher Maravilha é uma dessas – e efeitos especiais diversos.

Só pra constar, terceiro e último parêntese: não, a ressurreição do Superman deste filme não tem nada haver com a dos quadrinhos, mas até aí a morte também não deve, então melhor deixar pra lá. Fato é que, ao fim e ao cabo, quem for ao cinema assistir a Liga (ou esperar pra ver em casa em DVD, NET ou saiba-se lá de que outra forma) vai se divertir ou, ao menos, não vai xingar como talvez tenha feito em algumas aventuras prévias Warner/DC.


Em tempo: há dois extras depois dos créditos, um deles lá no finalzinho mesmo, e vale a pena esperar. O primeiro é estrelado por Flash e Super-Homem e o segundo, bem, digamos que talvez para o próximo filme da Liga da Justiça o vilão já esteja determinado. Ou, melhor dizendo, os vilões.


Assista ao Vídeo:
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