Campinas, eu escolho você: esculturas, obeliscos, prédios públicos, igrejas, grafites e marcos históricos viram lojas e ginásios de Pokémon Go!

Campinas, eu escolho você: esculturas, obeliscos, prédios públicos, igrejas, grafites e marcos históricos viram lojas e ginásios de Pokémon Go! OK, com certeza desde a noite de 3 de agosto você já viu um monte de gente de todas as idades andando pela rua (e dentro de condomínios, prédios, escritórios, shoppings, praças parques e por aí afora) com os olhos grudados no celular e parando repentina e animadamente para capturar Pokémons, gerando o deleite de muitos e irritação de outros tantos. 


E provavelmente alguns daqueles que você viu inclusive se arriscavam a subir escadas (ou pior) de olho no celular, ignorando solenemente os avisos nas telas de abertura do jogo que dizem pra estar sempre alerta e atento aos arredores de onde joga – o que já gerou alguns casos de assaltos oportunistas -, não invadir locais e, meu favorito, “não dirigir enquanto joga”.


Fato é que Pokémon Go! Chegou arrebentando ao Brasil, como já era de se esperar. E enquanto muita gente discute se o jogo é legal (sim, é), outros acham que tem muita gente exagerando jogando o tempo todo (sim, tem) e outros simplesmente curtem fazer fotos com os bichinhos fofinhos (a maioria deles, sem dúvida, é e gera imagens divertidas), um fato importante tem que ser registrado: Pokémon Go! está fazendo com que as pessoas conheçam mais sobre suas próprias cidades.


Afinal, para capturar os diversos monstrinhos de bolso -não custa lembrar que esta é a origem do nome da franquia da Nintendo lançada em 1995 com dois games (Pokémon é a contração das palavras “Pocket” e “Monsters”) – é preciso andar pelas ruas e em locais reais da cidade, usando o GPS inclusive. E, também na cidade de verdade, se encontram os pontos pra se conseguir ou comprar pokebolas e outros itens (chamados de Pokestops) e os Ginásios (Gym) onde os jogadores se encontram para batalhar com suas equipes.


Acontece que estas paradas e ginásios foram “colocados” em locais públicos, marcos históricos e até mesmo manifestações artísticas como esculturas e grafites, muitos deles pouco conhecidos pela população. Quando passa no raio de alcance de um deles e clica em cima, aparece não só a chance de pegar brindes ou lutar, mas uma foto da fachada e uma legenda do local.


Em Campinas, por exemplo, há pokestops em locações como os estádios de futebol da cidade (Majestoso e Brinco de Ouro) e prédios públicos como a Câmara Municipal (neste são dois, um na entrada principal e um na entrada do plenário) a monumentos como o Obelisco de Sousas, a escultura do prefeito Toninho empinando pipa com a criança na avenida Mackenzie ou os cavalos de arame próximos ao clube Hípica. 


Até mesmo brinquedos de playground com visuais mais interessantes - como um rinoceronte de madeira - e grafites em paredes de diversos bairros. Para não mencionar igrejas e templos dos mais diversos.



Sim, há vários também em cemitérios... brrrr. Mas, a bem da verdade, eles estão mais focados na arquitetura deles: alguns mausoléus e em estátuas colocadas sobre túmulos (algumas delas com legendas extremamente e excentricamente descritivas, como “anjo de mamilo de fora”). Mas é importante dizer que ninguém precisa entrar no cemitério para chegar no Pokestop, basta passar em um raio de proximidade, geralmente na calçada ou mesmo na rua - aliás, não custa lembrar: nada de jogar dirigindo!!!


Gostando ou não de Pokémon Go!, jogando ou não o game, não dá pra negar que a concepção dele é genial e a ideia de aliar as paradas e ginásios virtuais a lugares reais vai fazer com que as pessoas conheçam mais os lugares que frequentam, além de, claro, se movimentar em vez de ficarem sentados jogando. Com isso tudo, o game foi além do tripé “batalhas, evolução e colecionismo” e, se com essas três características e bons gráficos foi capaz de sair das telinhas pra virar desenho animado, mangá, brinquedos, milhares de produtos e novos games, num ciclo sem fim, ao romper a barreira do mundo virtual para o real, qual será o novo limite de Pokémon? 



Só uma resposta ocorre no momento: a bateria do seu celular. Mas não se preocupe, não vai demorar pra eles darem um jeito nisso também....

(publicado originalmente em 5 de agosto de 2016)


Assista ao Vídeo:
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