Elf Quest: a grande jornada dos Elfos

Elf Quest: a grande jornada dos Elfos Criação: Em 1978, a artista californiana Wendy Pini e seu marido, Richard, criaram um dos universos mais ricos em fantasia dos quadrinhos. O projeto, encampado pela Warp Graphics, surgiu da verdadeira fixação de Wendy, nos anos de 1960, em dar “vida animada” a um clássico da literatura de fantasia do escritor Michael Moorcock, chamado Stormbringer. 



O trabalho, no entanto, era impossível de ser realizado por uma pessoa só. Mas já nos anos 70, ao lado do marido, a então ilustradora profissional acabou realizando o sonho de criar um mundo de fantasia nos quadrinhos com Elfquest, uma fantástica série de aventura e fantasia, onde uma tribo de elfos lutava por sua vida. A série original, em 20 fascículos, foi publicada 1979 a 1984, em preto e branco. Nos anos seguintes várias novas aventuras se desenrolaram, sempre com periodicidade indefinida e alternando entre HQs em preto e branco e coloridas. 


As HQs não eram lançadas correspondendo cronologicamente à ordem das aventuras, o que causou um pouco de confusão, em especial entre os leitores mais novos da série. Isso fez com que em 1996 a editora reunisse todos os títulos e coleções lançadas esporadicamente em uma única revista mensal e “organizasse a bagunça” - que ganhou proporções razoáveis, a ponto da página da Internet da série trazer um guia sugerindo uma ordem correta para a leitura dos exemplares. 


Criada bem antes dos RPGs (Role Playing Games) tornarem populares os mitos do folclore inglês, a série Elfquest é considerada um marco de fantasia nos quadrinhos e foi uma das primeiras revistas independentes americanas a sobreviver e vender bem no mercado. Ainda que seja pouco conhecida dos brasileiros, a série é acompanhada on line (pode ser lida gratuitamente em www.elfquest.com) ou no papel por milhões de pessoas de todo o mundo e seus fãs até utilizam expressões e linguagens próprias da HQ para se comunicarem entre si. 


No Brasil, a editora Mythos chegou a lançar Elfquest em meados de 2004, mas pelo visto a HQ não pegou, já que apenas dois números chegaram às bancas.

Enredo



Na primeira série, o leitor acompanha a história de Cutter e sua tribo, os “montadores de lobo”( Wolfriders) em sua missão de encontrar e unir todas as tribos élficas para que juntos se defendam contra humanos, trolls e outras ameaças.

Vale lembrar: os elfos de Wendy são uma raça de seres humanóides de orelhas pontudas, geralmente belos, ágeis, inteligentes, que vivem bem mais que os seres humanos e estão em permanente contato com a natureza. Esse, aliás, é um dos principais problemas dos elfos em relação aos seres humanos, que, por sua vez, ignoram e destroem a natureza. 


Outras criaturas fantásticas e cenários interessantes, sempre repletos de fantasia, foram surgindo na série, mas a base continua a mesma.

Personagens


Existem dezenas de personagens interessantes e é difícil escolher de quais falar além de Cutter, o elfo que protagoniza os primeiros episódios. Todos eles, no entanto, estão divididos em oito grupos ou tribos: Trolls (os feios montros inimigos dos elfos e também dos humanos), Humanos, Povo do Sol (elfos), Cavaleiros dos Lobos (elfos), Gliders (elfos da casta “elevados”), Dançarinos das Ondas (elfos aquáticos), Go Backs (elfos das montanhas) e Povo do Futuro (aparentemente humanos e elfos)

Curiosidade: filme, animações, fanmovies, clips de música, sexy pinups

Quem digitar elfquest no Youtube irá ter uma ideia – e talvez se surpreenda – da popularidade dos elfos criados por Wendy Pini e seu marido. Fãs colocam clipes com músicas da série ou em homenagem a ela, fazem animações ou live actions, e o próprio casal divulga pequenos clipes chamando para as aventuras nas HQs. Vira e mexe também aparecem notícias que um filme será feito sobre a série – uma das mais recentes, em 2012, dava conta que os produtores Stephanie Thorpe e Paula Rhodes tinham adquirido os direitos para levar os personagens à telona.




Também há muitas imagens mais sexies dos personagens, inclusive pinups desenhadas pela própria Wendy. Com seus corpinhos sarados (e roupas que lembram um pouco o estilo hippie dos anos 60), os elfos povoaram sonhos eróticos de muitos leitores – até porque havia sexo, ainda que não explícito, nas histórias - e a autora abraçou a ideia. Aliás, não só ela: no excelente Fanboy, de Sérgio Aragonés, uma das fantasias de Finster é imaginar Kimberly como uma sexy elfa de Elf Quest, gerando inclusive uma piada a respeito dos lobos da tribo.


Assista ao Vídeo:
Elf Quest: a grande jornada dos Elfos

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