Quadrinhos de Rosa. Outubro rosa.

Quadrinhos de Rosa. Outubro rosa. Existem certas campanhas às quais vale a pena aderir e que, embora muito ainda já seja feito, ainda é preciso fazer mais. O Outubro Rosa, ideia surgida nos anos de 1990 nos EUA para conscientizar as mulheres em relação à prevenção do câncer de mama, é uma delas. A cada ano, a campanha se populariza mais em diversos países do mundo (o Brasil, entre eles) e as histórias em quadrinhos, uma tremenda ferramenta de comunicação de massa, não ficam de fora.


Já em 2011, a agência moçambicana DDB inovou usando a imagem de super-heroínas da DC e da Marvel, no traço de Maísa Chaves, para criar as peças “Ninguém está imune ao câncer de mama”. Com personagens como Mulher Maravilha, Muher Garto e Mulher Hulk, a agência criou a campanha que ficou mundialmente famosa para a Associação da luta contra o Câncer de Moçambique.


No ano passado, o cartunista-ativista aleXandro Palombo – que já causou polêmica ao usar as princesas Disney em campanha contra violência contra mulheres com ataques usando ácido – despiu algumas das principais estrelas de HQs e desenhos animados e as mostrou com um ou dois seios mastectomizados e fitas cor-de-rosa. Apesar de muitas críticas em relação ao bom (ou mau) gosto da ideia, o italiano com certeza chamou a atenção para a doença.


Nos EUA, tanto a Marvel quanto a DC entram de cabeça no Outubro Rosa e, tradicionalmente, publicam capas em tons rosados e dando preferência a personagens femininos (além de reproduzirem o famoso laço rosa na capa). 


No Brasil, a ideia ainda não pegou nas HQs. Geralmente, cartunistas costumam citar de maneira esparsa a ideia em tiras aqui e ali e nos gibis raramente (ou nunca) se vê algo. 



Neste ano, por exemplo, o blog Espaço Maurício de Sousa mantém em sua capa um post sobre o tema, com a personagem Tina usando a fitinha. É um início, claro, mas com todo o alcance da MSP, colocar o mesmo post no site da Turma da Mônica ou fazer uma história com bom argumento no Turma da Mônica Jovem, por exemplo, até para conscientizar meninas e mulheres mais jovens, poderia ser uma ideia bem melhor.



Câncer de mama

O câncer de mama é um grave problema de saúde pública e é o tipo de tumor mais comum entre as brasileiras (excluindo os casos de câncer de pele não melanoma). A doença é responsável por mais de 57 mil novos casos por ano, conforme dados do Ministério da Saúde. Segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU), cerca de metade das usuárias do SUS diagnosticadas no país em 2010 já estavam em estágio avançado.



Estimativas mostram que a mortalidade por câncer de mama é proporcionalmente maior no Brasil do que em países desenvolvidos. Entre os motivos estão níveis de escolaridade, diagnósticos tardios, dificuldade de acesso ao sistema de saúde e a falta de medicamentos de última geração, especialmente para pacientes com câncer de mama avançado. No entanto, quando diagnosticado em estágios iniciais e tratado, o câncer de mama apresenta altos índices de cura.

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