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Agosto de 2008

A Turma da Mônica cresceu!

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ATENÇÃO: Todo o conteúdo de site é jornalístico e pode ser reproduzido, desde que a reprodução seja identificada e o site seja citado como fonte. O site Mundo HQ é uma criação do jornalista Dario Carvalho Jr (Djota), no ar desde junho de 1999.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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Novos tempos

Mônica, Super-Homem, Goku (de Dragon Ball), Homem-Aranha, Pato Donald, Fantasma, Calvin, Mafalda. As histórias em quadrinhos são um meio de comunicação tão amplo e inserido na cultura mundial que dificilmente o leitor não reconhecerá ao menos um dos personagens citados neste parágrafo.

Mais ainda, provavelmente já terá lido — ou ainda lê — histórias com um desses personagens. Porque então não aproveitar da atração e do interesse despertado pelas HQs para ajudar no ensino na sala de aula? É sobre este tema que falam a partir das 19h30 de hoje (26), no projeto Debates Papirus, o premiado cartunista Bira Dantas e o jornalista e escritor DJota Carvalho, autor das tiras Só Dando Gizada (publicadas diariamente no Caderno C) e do livro A Educação está no Gibi (Papirus editora).

“Os quadrinhos não são mero entretenimento e podem ser utilizados muito bem para ensinar, não só na escola, mas também em outros ambientes”, conta Bira, que em sua extensa carreira já utilizou HQs para ensinar conceitos em diversas áreas, como a sindical, por exemplo, além de ter quadrinizado obras clássicas de literatura – entre elas Dom Quixote e Memórias de Um Sargento de Milícias.

DJota Carvalho acrescenta que é cada vez maior o número de professores que descobre nas HQs um recurso relativamente barato e interessante para se aproximarem de seus alunos. “Em tempos nos quais o professor disputa a atenção dos estudantes com internet, videogames, iPods e coisas piores como drogas e criminalidade, por exemplo, uma ferramenta que atrai a atenção de uma grande parte deles de maneira eficiente é algo bom demais para ser colocada de lado”, diz, acrescentando que já se utiliza HQs até mesmo para alfabetizar deficientes auditivos no Brasil.

Ele ressalta que usar quadrinhos em educação é uma ação que passa “pelo bolso e pela cultura” de cada país.

“Historicamente, sempre surgiu preconceito em relação aos quadrinhos, e em cima dos mesmos argumentos — são violentos; têm pouca profundidade; ensinam crianças a ter comportamentos bizarros — que foram divulgados pelo mundo nos anos 40, 50 e 60. No entanto, enquanto os países do primeiro mundo rapidamente provaram que tais argumentos não eram válidos e enxergaram o potencial dos gibis, nos países em desenvolvimento isso demorou mais a acontecer. Mas felizmente, está acontecendo”, diz.

SAIBA MAIS

O quê: Debates Papirus

Quando: Dia 26 às 19h30

Onde: Sala Carlos Gomes da Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi (Avenida Iguatemi, 777)

Quanto: Entrada franca

 

 

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