|
Novos tempos
Mônica,
Super-Homem, Goku (de Dragon Ball), Homem-Aranha, Pato Donald, Fantasma,
Calvin, Mafalda. As histórias em quadrinhos são um
meio de comunicação tão amplo e inserido na
cultura mundial que dificilmente o leitor não reconhecerá
ao menos um dos personagens citados neste parágrafo.
Mais
ainda, provavelmente já terá lido — ou ainda
lê — histórias com um desses personagens. Porque
então não aproveitar da atração e do
interesse despertado pelas HQs para ajudar no ensino na sala de
aula? É sobre este tema que falam a partir das 19h30 de hoje
(26), no projeto Debates Papirus, o premiado cartunista Bira Dantas
e o jornalista e escritor DJota Carvalho, autor das tiras Só
Dando Gizada (publicadas diariamente no Caderno C) e do livro A
Educação está no Gibi (Papirus editora).
“Os
quadrinhos não são mero entretenimento e podem ser
utilizados muito bem para ensinar, não só na escola,
mas também em outros ambientes”, conta Bira, que em
sua extensa carreira já utilizou HQs para ensinar conceitos
em diversas áreas, como a sindical, por exemplo, além
de ter quadrinizado obras clássicas de literatura –
entre elas Dom Quixote e Memórias de Um Sargento de Milícias.
DJota
Carvalho acrescenta que é cada vez maior o número
de professores que descobre nas HQs um recurso relativamente barato
e interessante para se aproximarem de seus alunos. “Em tempos
nos quais o professor disputa a atenção dos estudantes
com internet, videogames, iPods e coisas piores como drogas e criminalidade,
por exemplo, uma ferramenta que atrai a atenção de
uma grande parte deles de maneira eficiente é algo bom demais
para ser colocada de lado”, diz, acrescentando que já
se utiliza HQs até mesmo para alfabetizar deficientes auditivos
no Brasil.
Ele
ressalta que usar quadrinhos em educação é
uma ação que passa “pelo bolso e pela cultura”
de cada país.
“Historicamente,
sempre surgiu preconceito em relação aos quadrinhos,
e em cima dos mesmos argumentos — são violentos; têm
pouca profundidade; ensinam crianças a ter comportamentos
bizarros — que foram divulgados pelo mundo nos anos 40, 50
e 60. No entanto, enquanto os países do primeiro mundo rapidamente
provaram que tais argumentos não eram válidos e enxergaram
o potencial dos gibis, nos países em desenvolvimento isso
demorou mais a acontecer. Mas felizmente, está acontecendo”,
diz.
SAIBA
MAIS
O
quê: Debates Papirus
Quando:
Dia 26 às 19h30
Onde:
Sala Carlos Gomes da Livraria Saraiva do Shopping Iguatemi (Avenida
Iguatemi, 777)
Quanto:
Entrada franca
***
Mande
um e-mail pra gente
|